A Copa Libertadores da América nunca foi laboratório de nada!

Ainda estamos em Março, mas já vamos fazer a nossa estreia na Libertadores. Parece contraditório, mas é assim mesmo. O tempo de preparação, que agora conta com 30 dias de pré-temporada é, sempre foi e será curto mesmo.

O time que entrou no segundo tempo, contra o Red Bull Brasil, pode ser o mesmo que enfrentará o Atlético Tucumán, na próxima quarta-feira, na Argentina. Apesar de o Palmeiras ter marcado dois gols no final, o esquema tático 4-1-4-1 mais uma vez mostrou que não está funcionando bem.

A marcação no meio-campo não encaixa, mesmo com o Felipe Melo jogando muito bem. A distância entre os atacantes e os volantes/meias aumenta ainda mais e o jogo não flui.

Nosso principal articulador, Dudu, perde muito da sua força criativa (ainda que do lado esquerdo), voltando para marcar o tempo todo. É um enorme desperdício de talento.

Tchê Tchê pode ser uma boa opção para o meio-campo. O volante, no entanto, não está garantido no time que entra em campo nesta quarta-feira. Ele participou de parte do jogo-treino de ontem, contra o Jabaquara e só mesmo antes do embarque (na segunda-feira) é que saberemos se ele viaja com o grupo.

Apesar de ter feito dois gols em dois jogos, não dá pra garantir que o Miguel Borja tenha condições de jogar 90 minutos. Acredito que, por enquanto, Willian Bigode deve continuar como titular.

Outro jogador importante, Alejandro Guerra, está longe de sua melhor forma física e ainda não podemos contar com ele durante toda a partida. Vale lembrar que nem mesmo no Atlético Nacional, ele jogava por 90 minutos na maioria das partidas.

Enfim, o time ainda tem problemas mas, pra mim, o principal deles é a insistência do Eduardo Baptista com um sistema que ainda não deu certo por aqui. O time funciona muito melhor no 4-2-3-1, como vimos nos primeiros 20 minutos em Campinas, mas ele parece que ele ainda não desistiu do “seu” esquema preferido.

O período de testes acabou. Nenhum treinador com um pouco de juízo vai utilizar a Libertadores para fazer testes, tem que entrar pra valer, com a melhor formação possível, mesmo jogando fora de casa. Cada ponto conquistado vale muito!

Volto a repetir que a margem de erro do “filho do Nelsinho”, como dizem muitos os que odeiam o treinador, é muito pequena. Se é que ele ainda não percebeu isso, vai perceber a partir de agora.

Abraço a todos!