8 a 1. Liberdade de expressão ganha de goleada no STF

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“É uma profissão intelectual ligada ao ramo do conhecimento humano, ligado ao domínio da linguagem, procedimentos vastos do campo de conhecimento humano, como o compromisso com a informação, a curiosidade. A obtenção dessas medidas não ocorre nos bancos de uma faculdade de jornalismo”

Nem tudo deu errado ontem. Não vencemos em Montevidéo, mas em Brasília, o bom jornalismo brasileiro saiu da idade média com a decisão do STF que decidiu de uma vez por todas contra o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

Numa época em que a mídia tradicional é questionada, e a democracia dos meios de comunicação é total, aquela obrigatoriedade era, no mínimo, ridícula. Qualquer pessoa, independente de sua formação, pode escrever sobre qualquer assunto desde que tenha conhecimento sobre o mesmo, e domínio da língua portuguesa. Não é o governo federal, ou alguma entidade de classe, que deve decidir se este direito é legítimo ou não.

Benjamin Back, colunista de LANCE e apresentador do Estádio 97, em entrevista a Mondo Palmeiras disse sofrer muito preconceito por parte dos “colegas de profissão” por não ter cursado jornalismo. Uma injustiça. Goste ou não dele, o seu talento (e sucesso) é inegável.

Um dos melhores textos sobre jogos do Palmeiras é escrito por Conrado Cacace, o Parmerista, que também não é jornalista, mas tem um público enorme, e é muito respeitado pelos seus textos. Deveriam os dois parar de escrever e só depois de terminar um curso de jornalismo voltar à cena?

Claro que não. Quem irá decidir de fato se uma pessoa pode ou não escrever é o mercado, e mais precisamente, o público. Se o cara for bom será lido e respeitado, se não for, será ridicularizado (principalmente na Internet).

Como brasileiro, confesso estar feliz em ver o meu país fora da incômoda lista de países (Tunísia, Síria, Indonésia, Congo, entre outras “grandes potências”) que ainda insistem nessa retrógrada obrigatoriedade do diploma.

Bem vindos ao Século XXI!