4-1-4-1 ou 4-1-4-1 a 0?

Assistir a um jogo que não tem como objetivo apenas cumprir tabela já é chato. A gente assiste pensando em ver pelo menos uma boa apresentação da equipe, quando nem isso acontece, o apito final do árbitro acaba soando muito mais como um alívio.

Sim, foi um alívio ter visto o final desta primeira fase do Paulistão e saber que agora, nas quartas-de-final, o Campeonato começa pra valer. Apesar de ter feito uma ótima campanha, o Palmeiras perdeu quatro pontos nos últimos dois jogos.

Pior do que perder pontos, foi ver um futebol medíocre apresentado pela equipe. Ao insistir nesse 4-1-4-1, o técnico Eduardo Baptista deixa de extrair o melhor do elenco que tem nas mãos.


Sempre que a equipe é montada desta forma, aumentam os espaços entre os setores, o toque de bola é prejudicado e, mesmo que o resultado positivo seja atingido, ele chega aos trancos e barrancos.

Apesar de estar jogando em casa, a Ponte Preta de Gilson Kleina veio fechadinha esperando algum erro do Palmeiras. Se tem alguma coisa que me agradou na partida foi o Raphael Veiga, que mostrou mais uma vez que tem muito talento e foi uma ótima contratação, apesar de estar no banco de reservas.

Pior do que perder a partida, foi perder DOIS TITULARES para a próxima fase. Vitor Hugo entrou muito mal, de novo…será mesmo que ele vai sair no meio do ano? Gosto muito dele, mas ele não tem sido o mesmo jogador nas últimas rodadas. E o Zé Roberto fez a sua pior partida nesta temporada, fez um pênalti absurdo e acabou sendo expulso.

A entrada do desconhecido Hyoran foi um dos raros bons momentos desta partida contra a Ponte Preta, mas é muito pouco para quem quer ser campeão. Agora, é ir com ânimo renovado para o mata-mata e deixar de insistir em algo que os próprios atletas já disseram várias vezes que não funciona bem.

Abraço a todos!