Muita raça, futebol horrível e outro empate…

Por Fabian Chacur

O termo show de horrores, popularizado pela MTV em seu campeonato de futebol entre músicos, define com perfeição o que foi o “embate” entre Avaí e Palmeiras, realizado na tarde deste domingo (18) no estádio da Ressacada.

O empate por 1 a 1 mostrou bem o que foi o desempenho das equipes. De um lado, um Palmeiras novamente confuso, com péssimas finalizações, total dependência das jogadas de bola parada e com alguns jogadores que parecem entrar em campo apenas para tomar mais um amarelinho.

Do outro, um dos times mais horríveis que já disputaram o Brasileirão, que teve a vantagem de jogar com um a mais (e em 15 minutos, dois!) durante toda a partida e não ser capaz de se aproveitar disso.

Entrando com cinco volantes em sua formação, o Palmeiras nem teve oportunidade de colocar sua possível opção tática em campo. Logo aos 5 minutos, Batista cruzou despretensiosamente uma bola e um afobado Henrique desviou e fez contra. Um a zero Avaí.

Aos 23 minutos, o sempre péssimo Rivaldo conseguiu uma façanha: tomou seu segundo amarelo e nos deixou com um a menos logo na parte inicial da partida.

Dois minutos antes, uma rotina em partidas do Alviverde Imponente: Kleber leva amarelo, um dos poucos momentos em que foi visto em campo, por sinal.

Qual foi a atitude do treinador palmeirense? Mesmo precisando da vitória, preferiu “recompor o sistema defensivo”, tirando o atacante Fernandão para colocar o lateral Gerley em sua vaga.

Aí, ocorreu o de sempre: a bola parada veio para nos salvar. Marcos Assunção bate falta e Chico desvia para o fundo das redes da equipe treinada por Toninho Cecílio, aos 41 minutos. Um minuto depois, o inominável William Batoré perde um gol incrível.

A segunda etapa se iniciou com Batoré perdendo outro gol (esse, mérito de bela antecipação de Maurício Ramos) e, aos 2 minutos, Gerley tomando o vermelho após carrinho imprudente.

Mesmo com dois a mais, o Avaí não conseguia criar grande coisa, enquanto o Palmeiras só levava perigo ao adversário através de bolas paradas de Marcos Assunção. Mas não dá para negar: o elenco demonstrou muita raça para superar o menor número de jogadores em campo.

Aos 17 minutos, Rafael Coelho, que havia acabado de entrar, toma vermelhinho e diminui a diferença do time catarinense para “apenas” um jogador a mais.

Aos 19 minutos, João Vitor entra no lugar de Tinga e melhora um pouco as coisas para o Verdão.

Até o fim da partida, o Avaí conseguiu uns três contra-ataques, que seus jogadores se mostraram incompetentes para transformar em gol, enquanto o Palmeiras se dividiu entre chutes medonhos de Luan e bolas paradas de Assunção.

Só podia acabar em empate…