23 de janeiro de 2022
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Há um ano atrás, o Palmeiras levantava mais um caneco…

Há um ano atrás, o Palmeiras vencia um dos seus títulos mais inesperados e emocionantes de sua história.

Sob a batuta de Felipão, o Verdão conquistou a Copa do Brasil 2012 de forma invicta, ao empatar com o Coritiba por 1 a 1.

Ninguém poderia imaginar que, com um gol do atacante Betinho, o Palmeiras poderia se sagrar campeão no Alto da Glória. Quero dizer, nós imaginávamos sim.

Apesar de ter entrado na competição como um azarão, como diziam os “entendidos” da grande mídia, o Palmeiras foi conquistando a confiança da torcida a cada fase que ia passando. A cada sofrida vitória que conseguia, mesmo diante de tantas limitações e problemas internos.

O time mostrou que poderia de fato levantar o caneco ao derrotar, de forma surpreendente e emocionante, o Grêmio, por 2 a 0, na primeira partida da semifinal, em Porto Alegre.

Quando tirou o péssimo Daniel Carvalho e colocou Mazinho, no final da partida, a estrela do treinador palmeirense brilhou mais uma vez. Foi justamente o desacreditado atacante que fez, aos 41 minutos do segundo tempo, o primeiro gol da noite.

O segundo gol palmeirense saiu no último minuto de jogo e praticamente confirmou a presença do Palmeiras na final da Copa do Brasil.

Por conta da total incapacidade da diretoria anterior para gerir um clube de futebol, fomos jogar a primeira partida final da decisão na Arena Barueri.

Tudo conspirava a favor do time paranaense. Barcos, principal artilheiro do time, sofreu uma crise de apendicite no dia do jogo e foi da concentração direto para o hospital. Jogamos com Maikon Leite e Betinho no ataque. Dá pra acreditar?

No início da partida, diante do nervosismo palmeirense, o time visitante criou ótimas oportunidades para marcar o primeiro gol, mas o goleiro Bruno fez grandes defesas, na sua melhor partida pelo Palmeiras e garantiu o 0x0 no placar.

Apenas no final da primeira etapa é que o placar foi aberto, depois que Betinho foi derrubado na área. Valdívia bateu, fez o primeiro gol e homenageou o artilheiro doente. Delírio total.

No segundo tempo, o Palmeiras voltou marcando melhor mas ainda tinha dificuldade para atacar. Nossa principal arma era a bola parada de Marcos Assunção e ela fez a diferença mais uma vez.

Falta na intermediária, bola na área e gol de Thiago Heleno. 2×0. Campeão? Ainda não.

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Eu estive em Curitiba para acompanhar a grande finalíssima. Jogo truncado, difícil como quase toda final de campeonato.

Confesso que me lembro de pouca coisa além do gol do Ayrton e da bola aérea de Assunção mais uma vez alterando a história do jogo depois de ser desviada pro fundo das redes pelo Betinho, quando os torcedores locais ainda comemoravam o primeiro gol do time da casa.

Aliás, a revolta do pessoal foi tão grande, assim como a certeza do título palmeirense, que tive que deixar o estádio de camburão, juntamente com alguns outros palestrinos, pois corríamos o risco de apanharmos ali onde estávamos.

Minutos depois, já no hotel, nos abraçamos e gritamos: É CAMPEÃO!

Daqui a pouco, vamos entrar na Copa do Brasil 2013, onde poderemos contar inclusive com os novos reforços…olha o “azarão” chegando aí de novo…

Abraço a todos!

P.S: Para mim, talvez o momento mais marcante dessa conquista tenha sido o vídeo abaixo com a narração do inesquecível jornalista palestrino Joelmir Beting. Confira (e se emocione):