1×0 foi pouco…mas foi bão demais!

A ansiedade para esse dérbi era muito maior do que de costume. Não era pra menos: a partida estava sendo disputada novamente num 12 de junho e essa data é muito especial para o torcedor palmeirense desde 1993.

Além da rivalidade quase centenária, estava em jogo também a briga pela liderança do Campeonato Brasileiro. E o jogo começou rápido, com o badalado Gabriel Jesus perdendo uma chance incrível de gol. Não é a primeira vez que isso acontece em jogo decisivo, mas é algo que não deveria mais acontecer. Em clássico, ninguém pode desperdiçar oportunidades assim.

A partida seguia aberta, com as duas equipes buscando o gol, mas criando poucas oportunidades. Talvez, o nosso maior problema era o Moisés, que não conseguiu sair da marcação adversária e errava praticamente tudo que tentava fazer.

Do lado de lá também estava difícil chegar. Thiago Santos, que entrou no lugar de Matheus Sales no meio-campo, fez uma partida quase prefeita e Edu Dracena, que voltou a jogar depois de muito tempo, arrebentou lá atrás!

Foto: Cesar Greco / Fotoarena

Foto: Cesar Greco / Fotoarena

Para tentar mudar esse cenário, Cuca foi ousado mais uma vez. Ele sacou o Roger Guedes e colocou Cleiton Xavier no meio. A alteração deu resultado logo de cara. O primeiro gol saiu depois de um chute de Moisés e que o CX10 aproveitou de cabeça o rebote.

Depois do gol, o visitante teve sair pro jogo e a partida ficou eletrizante. Eles tiveram duas ótimas oportunidades para empatar e Fernando Prass contou com a sorte naquela bola que bateu na trave e voltou para as suas mãos.

Apesar destas oportunidades perdidas, o Palmeiras retomou o controle da partida e teve muitas chances para ampliar o placar. Com Tche Tche solto, descendo pelo lado direito, ficou difícil para os caras e, de novo, o Gabriel Jesus perdeu chances incríveis.

O que dizer daquele cruzamento perfeito do Zé Roberto? Sorte que ele é um cara experiente e calmo. Se o Zé fosse mais esquentado, daria um esporro no Gabriel Jesus ali mesmo.

No final da partida, mais uma lembrança de 12 de junho de 1993: a choradeira daqueles que historicamente não cansam de serem ajudados pelas arbitragens.

Depois de um lançamento na área, onde o zagueiro Felipe já estava impedido, o mesmo cometeu falta (carga) sobre o goleiro Fernando Prass. Logo após o árbitro marcar a falta, o Bruno Henrique chutou para o gol. Mesmo comDUAS irregularidades no lance, um rio de lágrimas se formou até o bairro de Itaquera.

Com o apito final do árbitro, a festa tomou conta do Allianz Parque e o time mais efetivo venceu. Valeu pela vitória, pela lembrança de 12 de junho de 1993 (com Evair Aparecido Paulino batendo pênalti no intervalo) e valeu também como presente de aniversário.

Obrigado, Palmeiras!